Senadores e deputados federais integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (13/01), a apreensão do passaporte e o uso de tornozeleira eletrônica por Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido de medidas cautelares foi assinado pelo relator da CPMI, Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), pelo senador Eduardo Girão (PL-CE) e pelos deputados Adriana Ventura (Novo-SP), Luiz Lima (Novo-RJ) e Marcel van Hattem (Novo-RS).
Lulinha foi mencionado em depoimentos e em materiais apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante investigações sobre descontos ilegais em benefícios do INSS. Segundo reportagem da colunista Andreza Matais, do portal “Metrópoles”, ele planeja retornar a Madri, na Espanha, onde reside, após as festas de fim de ano no Brasil. Os parlamentares argumentam que sua saída do país pode atrapalhar as investigações e eventual responsabilização, justificando a necessidade de medidas cautelares diante dos indícios de envolvimento e da intenção declarada de deixar o território nacional.
Como precedente, os membros da CPMI citaram as medidas impostas à empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, que teve seu domicílio alvo de operação da PF em 18 de dezembro. Alegam que a aplicação de cautelares semelhantes a Fábio é essencial para garantir a eficácia da lei penal. A PF apura se ele atuou, por intermédio de Roberta, como sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, principal operador do esquema. Este teria repassado R$ 1,5 milhão à empresária, mencionando que uma parcela de R$ 300 mil seria destinada ao “filho do rapaz” — codinome ainda não identificado.
Apesar das menções, a PF destacou ao ministro André Mendonça que, até o momento, não há provas concretas do envolvimento de Fábio nas fraudes. Sua defesa nega qualquer ligação com o “Careca do INSS”. Além da CPMI, o advogado Jeffrey Chiquini, representante do ex-assessor Filipe Martins, também recorreu ao STF pedindo a prisão preventiva de Lulinha, alegando risco de fuga. Em resposta às investigações, o presidente Lula afirmou, em café da manhã com jornalistas, que seus filhos serão investigados caso haja indícios de envolvimento, reforçando que “ninguém ficará livre”.
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🔗 Fonte: otempo
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