Uma moradora de Brasília, Val Silva, natural do município de Monsenhor Tabosa, manifesta publicamente repúdio e profunda insatisfação com a situação da saúde pública do município, após vivenciar um caso considerado grave envolvendo sua sobrinha, Sônia. Segundo o relato, o episódio ocorreu durante o período em que a família estava reunida no município para passar férias, momento em que a sobrinha passou mal e apresentou sintomas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
De acordo com Val Silva, Sônia foi levada ao hospital de Monsenhor Tabosa após o mal-estar, porém não recebeu atendimento imediato, mesmo com a apresentação de uma tomografia realizada de forma particular pela família. Ainda conforme o relato, não houve diagnóstico preciso no primeiro momento, nem disponibilidade de ambulância para realizar a transferência da paciente para uma unidade de maior complexidade.
Val Silva afirma que o AVC ocorreu na quinta-feira, 08/01, e que, após muita insistência e discussões, foi possível conseguir uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do município de Santa Quitéria para realizar a transferência da paciente para Sobral. Durante o atendimento, o médico do SAMU informou aos familiares que, devido à demora no atendimento e na transferência, Sônia sofreu morte cefálica, sendo necessário o procedimento de intubação antes do deslocamento para Sobral.
O caso gerou forte indignação entre os familiares, que alegam negligência médica e falhas graves na estrutura da saúde pública de Monsenhor Tabosa. Segundo a denúncia, o município conta com sete ambulâncias, porém sem motoristas disponíveis para operá-las, o que teria contribuído diretamente para a demora no socorro adequado.
Diante da situação, a família informou que pretende acionar a Justiça para apurar responsabilidades e cobrar providências, destacando que o caso evidencia problemas sérios e recorrentes no sistema de saúde do município. No momento, Sônia permanece internada em Sobral, enquanto os familiares relatam estar profundamente abalados e entregam a recuperação da paciente à fé, afirmando que ela está “nas mãos de Deus”.
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