A família de Lucinete Freitas, babá cearense assassinada em Portugal, ainda enfrenta entraves burocráticos para trazer seu corpo ao Brasil, mesmo após 45 dias do crime. O governo do Ceará assumiu a responsabilidade pelos custos do traslado e está acompanhando o processo. Teodoro Júnior, viúvo de Lucinete, afirmou ao g1 que mantém contato direto com equipes do estado e trabalha na preparação da documentação exigida, aguardando agora a assinatura de um requerimento pela cunhada dele — sem, contudo, uma data definida para o retorno do corpo.
Lucinete foi morta em 5 de dezembro, e sua patroa, uma brasileira de 43 anos, foi presa como principal suspeita. Após a detenção, a acusada indicou onde o corpo estava escondido. Os restos mortais foram localizados em um matagal em Amadora, região metropolitana de Lisboa, após 13 dias desaparecida. O chefe da Casa Civil do Ceará, Chagas Vieira, anunciou em 10 de janeiro que o estado arcaria com as despesas do traslado, e no dia 12 divulgou um vídeo de uma ligação com Teodoro Júnior para tratar dos detalhes. Na ocasião, informou que a secretária dos Direitos Humanos, Socorro França, e o procurador-geral do estado, Rafael Moraes, estariam à frente do caso.
Antes da intervenção estadual, a família havia solicitado ajuda ao Governo Federal, alegando enquadramento na nova lei aprovada em 2025 para repatriação de corpos de brasileiros mortos no exterior. Contudo, segundo Teodoro, o governo federal respondeu que a norma ainda não está em vigor por falta de previsão orçamentária. Desde dezembro, os parentes relataram dificuldades com excesso de burocracia, demora nas respostas e ausência de recursos financeiros para custear o traslado internacional.
Natural de Aracoiaba, no interior do Ceará, Lucinete vivia sozinha em Amadora há sete meses e trabalhava como babá havia cerca de quatro. Ela havia encontrado o emprego por meio de um grupo nas redes sociais, onde a patroa — maranhense — buscava especificamente uma cuidadora brasileira. Lucinete planejava levar o marido e o filho de 14 anos para Portugal em 2026. Segundo Teodoro, ela iria testemunhar a favor do patrão em uma disputa de guarda envolvendo o filho dele e a suspeita do crime, com quem mantinha um relacionamento conturbado. A babá frequentemente se posicionava ao lado do patrão durante as discussões, o que, na visão do viúvo, pode ter sido o motivo do assassinato.
De acordo com o Ministério Público de Portugal, a relação entre Lucinete e a patroa era “conflituosa”. A suspeita teria convidado a babá para uma carona e, durante o trajeto, a atacou com um bloco de cimento. Após o crime, tentou ocultar o corpo sob entulho e usou o celular da vítima para enviar mensagens fingindo ser Lucinete, alegando que estava viajando para o Algarve com uma amiga — estratégia para despistar sobre o desaparecimento. A mulher foi presa em 18 de dezembro, quando revelou o local do corpo.
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🔗 Fonte: G1 Ceará
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