O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completa 21 dias neste sábado (24/01), em Bacabal (MA), e motivou uma mudança na abordagem das autoridades. A nova estratégia surge após o depoimento detalhado do primo das crianças, um menino de 8 anos que estava com elas no momento do desaparecimento, e pela ausência de vestígios nas áreas já vasculhadas.
Após extensas varreduras sem resultados conclusivos, as buscas em larga escala serão reduzidas, enquanto a investigação policial será intensificada. A Secretaria de Estado de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que equipes permanecem em prontidão para retomar operações em locais específicos caso surjam novas pistas. “O trabalho continua. A Polícia Militar e a Polícia Civil, por meio do inquérito, vão dar mais vazão às suas atividades. Enquanto isso, buscas localizadas serão feitas ou refeitas de acordo com a necessidade”, afirmou Maurício Martins, secretário de Segurança Pública do Maranhão.
Mesmo com a reorientação, as buscas no rio Mearim seguem ativas, e grupos especializados continuam preparados para atuar em zonas de mata e lago. “Infelizmente, nós não encontramos as crianças. Vamos redirecionar os trabalhos, dando foco às investigações da Polícia Civil e mantendo grupos especializados em atividades rurais para o rastreamento, incluindo o Exército Brasileiro”, acrescentou o secretário.
Com autorização da Justiça do Maranhão, o menino de 8 anos — encontrado após três dias perdido na mata — passou a acompanhar as buscas pelos primos desde que recebeu alta hospitalar na terça-feira (20), após 14 dias internado. Acompanhado por policiais e pela rede de proteção à infância, ele ajudou a reconstruir o trajeto percorrido pelas crianças até o momento em que foi resgatado por carroceiros no dia 7.
Segundo seu relato, o grupo saiu de casa com a intenção de ir até um pé de maracujá próximo à residência do pai dele, mas decidiu entrar por outro trecho da mata para evitar ser visto por um tio. A partir dali, se perderam. Ele afirmou que não havia adultos com eles e que não conseguiram encontrar frutas para se alimentar. Foi nesse ponto que o trio se separou: ele seguiu por um caminho, enquanto Ágatha e Allan seguiram por outro, já bastante debilitados.
O menino também indicou a existência de uma casa abandonada no percurso, descrita como “uma casa caída”, com uma cadeira velha, botas e um colchão. Cães farejadores confirmaram o odor das três crianças no local, conforme relatado por Maurício Martins. As crianças teriam se abrigado ao pé de uma árvore próxima à estrutura antes da separação.
Uma rede de proteção foi montada para garantir que o menino não sofra assédio ou exposição indevida, e ele continuará recebendo acompanhamento psicológico. O delegado Ederson Martins destacou que o menino não esclareceu se seguiu sozinho para buscar ajuda ou tentar retornar, mas deixou claro que os primos já estavam exaustos quando se separaram.
Nas primeiras três semanas de operações, a força-tarefa percorreu mais de 200 quilômetros por terra e água, incluindo regiões de mata densa e de difícil acesso, com a participação de mais de mil pessoas entre agentes das forças estaduais, federais e voluntários. Paralelamente às buscas, uma comissão especial conduz o inquérito, que já ultrapassa 200 páginas e conta com suporte de um sistema nacional de compartilhamento de dados.
O caso segue sob protocolo de desaparecimento infantil, com divulgação contínua de informações e imagens nas redes sociais para ampliar o alcance das buscas e incentivar colaborações da população.
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🔗 Fonte: G1
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