Pesquisas observacionais e ensaios clínicos sugerem que, em certos subgrupos de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a correção de uma deficiência de vitamina B12 pode trazer melhorias funcionais, especialmente na comunicação, nas habilidades sociais e no comportamento. Esses efeitos estão ligados ao papel crucial da B12 no funcionamento cerebral.
A vitamina atua em processos fundamentais, como a produção de neurotransmissores, a proteção dos neurônios e a metilação — um mecanismo essencial para a regulação do DNA. Quando há carência, o corpo pode desenvolver um desequilíbrio metabólico, marcado por inflamação, estresse oxidativo e comprometimento celular, o que pode afetar negativamente atenção, linguagem e capacidade de interação social.
No entanto, é fundamental ressaltar que a suplementação não deve ser feita de forma automática ou generalizada. A avaliação precisa ir além da simples medição da B12 no sangue e considerar o quadro clínico completo, os hábitos alimentares, exames complementares e o acompanhamento contínuo por profissionais qualificados.
Cada criança com TEA é única, e intervenções devem ser personalizadas, embasadas em evidências científicas e conduzidas com responsabilidade. Informação precisa, nesse contexto, também é cuidado — e merece ser compartilhada com quem busca compreender o autismo com rigor científico, longe de achismos.
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🔗 Fonte: drpedroneuro/dr.ericocarvalho
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