A jovem de 20 anos, estudante universitária, descreveu ter mantido com o suspeito — seu colega de curso, de 24 anos — uma relação próxima, de grande confiança, como “melhores amigos” e até “irmãos”, trocando até mesmo referências familiares carinhosas, como chamar a mãe um do outro de “minha mãe”. Ela enfatizou que, até o episódio, nunca houve qualquer envolvimento ou interesse de natureza sexual entre eles.
O fato ocorreu na residência dela, no bairro Álvaro Weyne, em Fortaleza, durante a noite de quarta-feira (10/12). Segundo seu relato, os dois estavam juntos assistindo a um jogo de futebol após terem consumido bebida alcoólica. A jovem relatou ter sentido tontura intensa por volta das 21h30, ao ponto de acreditar que iria desmaiar, e nesse estado foi submetida à violência sexual. Ela lembra de ter tentado resistir minimamente — virando-se de costas, murmurando “hum”, “sai”, “tira a mão” —, mas com movimentos limitados pela condição em que se encontrava.
A denúncia foi formalizada na manhã seguinte, quinta-feira (11/12), no 1º Distrito Policial, no bairro Monte Castelo. Ao justificar a decisão de relatar o crime, ela afirmou que o que mais a motivou foi o temor de que o mesmo suspeito pudesse repetir a conduta com outras mulheres, especialmente amigas em comum. Também mencionou ter vivenciado situação semelhante na infância, quando não teve condições de agir, e agora, como adulta, sentiu-se capaz de romper com o silêncio.
No momento do registro da ocorrência, ela entregou às autoridades peças íntimas com vestígios de sangue e foi encaminhada à Perícia Forense para realização de exames, inclusive para verificar a possível presença de substâncias que pudessem ter contribuído para sua incapacidade de reação durante o episódio.
Fonte: G1 Ceará
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