Um quarto das prefeituras do Ceará encerra o ano com contas no vermelho


Um levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) aponta que aproximadamente 26% das prefeituras cearenses encerrarão 2025 com desequilíbrio nas contas — índice consideravelmente mais alto que a média nacional, de 16,7%, o que sinaliza uma situação fiscal mais delicada no Estado em comparação ao restante do país.


Enquanto 66% dos municípios cearenses afirmam ter condições de fechar o ano dentro dos limites legais, esse percentual está aquém do verificado nacionalmente, onde quase 79% das gestões municipais esperam cumprir essa meta. A pesquisa ouviu representantes de 88 cidades no Ceará e mais de 4 mil no território nacional; 8% dos entrevistados no Estado não responderam ao questionário.

Mesmo diante das dificuldades, há um sentimento predominante de confiança em relação ao próximo ano: 58% dos prefeitos cearenses classificam 2026 como bom ou muito bom. Contudo, há indícios de que esse otimismo pode não se alinhar com a realidade orçamentária — 52% dos municípios já apresentam atrasos no pagamento a fornecedores, e 49% devem deixar restos a pagar sem previsão de liquidação no próximo exercício.

No que diz respeito ao funcionalismo público, os dados são mais animadores: 99% das prefeituras do Ceará mantêm os salários em dia, e 90% garantem que a folha de dezembro será quitada dentro do prazo. O 13º salário, por sua vez, foi antecipado em parcelas por 81% das administrações locais.

Em escala nacional, a CNM destaca que o pagamento do 13º a mais de 8,3 milhões de servidores municipais demanda cerca de R$ 33,59 bilhões, tornando essencial o repasse extraordinário do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para viabilizar o fechamento das contas em 2025 — posição compartilhada por grande parte dos gestores consultados.

Entre os principais entraves apontados pelos prefeitos cearenses estão a crise financeira e a escassez de recursos, seguidas por desafios na área da saúde, instabilidade política e econômica, pressões por reajustes salariais e problemas na segurança pública. A CNM ressalta ainda que decisões legislativas em curso no Congresso Nacional podem agravar ainda mais o quadro fiscal dos municípios nos anos seguintes.

Fonte: radardoceara

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