Premier de Israel classifica ataque na Austrália como “assassinato a sangue frio”; vítimas incluem israelense e rabino britânico


O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo, 14/12 ter alertado previamente o premiê australiano sobre o crescimento do antissemitismo no país, em resposta ao ataque ocorrido na praia de Bondi, em Sydney, durante celebração do Hanukkah. O episódio deixou ao menos 12 mortos — incluindo um cidadão israelense e um rabino britânico — e foi classificado por Netanyahu como “assassinato a sangue frio”, enfatizando que o ódio se alastra quando líderes calam-se diante dele.

A polícia australiana identificou o caso como terrorista e localizou, em um carro ligado a um dos suspeitos, um artefato explosivo improvisado. Um dos atiradores foi morto no local, o segundo está em estado crítico sob custódia, e investiga-se possível envolvimento de um terceiro. Uma unidade antibomba foi acionada, e o primeiro-ministro Anthony Albanese confirmou que o alvo foi deliberadamente a comunidade judaica durante o evento “Chanukah by the Sea”, descrevendo o ato como “maldade, antissemitismo e terrorismo que atingiu o coração da nação”.

O presidente israelense, Isaac Herzog, chamou o ataque de “cruel” e cobrou medidas mais enérgicas contra o antissemitismo, enquanto o premiê britânico Keir Starmer reafirmou apoio à Austrália e à comunidade judaica. No Brasil, a Confederação Israelita (Conib) e a Federação Israelita de São Paulo condenaram o episódio como um atentado contra a liberdade religiosa e a convivência democrática, alertando que a tolerância ao discurso de ódio tem consequências fatais.

Testemunhas descreveram cenas de pânico: tiros intensos por cerca de dez minutos, pertences abandonados — como carrinhos de bebê — e feridos sendo atendidos à beira da praia. Um turista britânico relatou dois atiradores vestidos de preto com fuzis semiautomáticos, e um morador local afirmou ter visto “pelo menos dez pessoas no chão e sangue por toda parte”. O presidente da Associação Judaica da Austrália, Robert Gregory, considerou o ataque “completamente previsível”, criticando a falta de proteção estatal à comunidade.

Fonte: oglobo

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