Uma nova portaria da Polícia Militar do Ceará (PMCE), em vigor há pouco tempo, endurece as regras sobre o uso de redes sociais pelos policiais militares, especialmente afetando aqueles que atuam como influenciadores digitais, têm envolvimento político ou buscam lucro por meio de seus perfis online.
O documento reafirma a proibição de qualquer manifestação político-partidária vinculada ao cargo ou à imagem institucional. Isso significa que o uso da farda, da identificação funcional ou de qualquer alusão à corporação em apoio a ideologias, candidaturas ou campanhas é expressamente vedado.
A norma também traz restrições mais severas aos chamados “policiais influencers”, impedindo a divulgação de conteúdos que mostrem rotinas operacionais, ações em andamento, equipamentos, viaturas ou armamentos — mesmo que apresentados com intuito educativo ou de entretenimento. A justificativa é proteger a segurança da instituição e manter a neutralidade esperada do agente público.
Além disso, a portaria proíbe formalmente a monetização de perfis que façam referência à condição de policial militar ou à própria PMCE. Parcerias publicitárias, posts patrocinados, recebimento de vantagens ou qualquer atividade comercial ligada à imagem institucional passam a ser considerados irregulares.
A regra não se aplica a contas totalmente privadas e dissociadas da função militar, mas deixa explícito que não será tolerado o uso do cargo como meio de ampliar audiência, influenciar politicamente ou gerar renda. O prazo para que os policiais se adaptem às novas exigências é de 30 dias, sob risco de responderem por sanções administrativas conforme a legislação interna da corporação.
Fonte: radialistaedsonrodrigues
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