O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, manifestou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista neste sábado (20/12), questionando o uso de atos oficiais para exposição política e comentando os desafios relacionados à crise energética com a Enel e à gestão do transporte na cidade.
Nunes afirmou que é inaceitável transformar espaços institucionais em palanque eleitoral, classificando tal prática como desrespeito à democracia. Ele destacou a necessidade de separar funções administrativas de atividades partidárias, criticando o que chamou de uso “vergonhoso” da máquina pública em eventos recentes.
O prefeito também reagiu às declarações de Lula contra o governador Romeu Zema (MG), sugerindo que o presidente está extrapolando em sua postura. Segundo Nunes, tal comportamento revelaria exaustão e a necessidade de recuo: “Talvez demonstre que já tá na hora de ele terminar esse mandato dele e descansar um pouquinho com a Janja”.
Sobre os apagões, Nunes atribuiu à inércia do governo federal a vulnerabilidade da cidade, já que compete à União regular e fiscalizar os contratos de concessão. Ele rejeitou a justificativa da Enel de que a queda de árvores seria o principal fator dos blecautes, lembrando que, em mais de 80% dos casos reportados — com 2,2 milhões de imóveis afetados —, não houve relação com vegetação.
Por fim, reforçou seu posicionamento de que a prefeitura seguirá pressionando pela atuação federal e pela ruptura do contrato com a Enel: “Nós não vamos sossegar enquanto o governo federal não fizer aquilo que é obrigação deles. […] Nós não queremos mais a Enel.”
Fonte: jovempan
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