Levantamento mostra alto custo de vida no Brasil e perda do poder de compra do salário mínimo


Embora a renda média das famílias brasileiras tenha apresentado alguma recuperação nos últimos anos, a sensação de que o custo de vida está em constante alta permanece generalizada. Fatores como a inflação ainda presente e a desvalorização do real frente ao dólar seguem pressionando o orçamento doméstico, reduzindo o poder de compra mesmo em períodos de crescimento econômico.


Uma análise do g1, com base em fontes internacionais, mostrou que, no Brasil, uma pessoa que recebe salário mínimo compromete, em média, 13,22% desse valor para adquirir uma cesta básica de produtos essenciais. Em contraste, em Portugal, essa proporção é de 5,13%, e nos Estados Unidos, cai para apenas 4,08%, evidenciando uma disparidade significativa no esforço financeiro exigido do trabalhador brasileiro.


O país figura entre os mais caros no ranking global: os preços médios aqui superam os de 52% das 192 nações avaliadas — incluindo economias com PIB per capita bem superior ao brasileiro. Esse dado reforça o descompasso entre renda e custo de vida, dificultando o planejamento financeiro das famílias e limitando o acesso a bens e serviços além do estritamente necessário.


Segundo especialistas, a inflação acumulada em ciclos recentes, aliada à alta de 32,1% do dólar desde 2019, tem neutralizado os efeitos positivos dos reajustes salariais. Assim, apesar dos ganhos nominais, o brasileiro segue perdendo em termos reais, enfrentando restrições crescentes para manter seu padrão de consumo e qualidade de vida.


Fonte: radardoceara

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