Entre 2023 e 2024, o Ceará registrou o segundo maior aumento percentual no número de pessoas vivendo com HIV ou aids no Brasil, com elevação de 12,1%, conforme o Boletim Epidemiológico HIV e Aids 2025, divulgado recentemente pelo Ministério da Saúde. O Estado ficou atrás apenas do Mato Grosso do Sul (16,2%) e à frente do Amapá (9,2%).
Apesar do crescimento na prevalência, houve avanço significativo na redução da mortalidade relacionada à doença: a taxa padronizada por 100 mil habitantes caiu de 3,2, em 2014, para 2,2, em 2024. Entre as capitais, São Paulo lidera o quantitativo absoluto (47.328 casos), seguida por Rio de Janeiro (3.910), Manaus (2.710), Fortaleza (1.579) e Salvador (1.004).
O documento ressalta que municípios com melhores indicadores — como acesso a diagnóstico precoce, acompanhamento regular e contagem inicial de CD4 dentro da faixa adequada — costumam ter redes de atenção mais estruturadas e maior cobertura de serviços de saúde, o que impacta positivamente nos desfechos clínicos.
Em entrevista à rádio O POVO CBN, o infectologista Luan Victor, do Hospital São José, reforçou a mudança de paradigma no enfrentamento do HIV: segundo ele, o diagnóstico hoje não representa mais uma “condenação”, como ocorria em décadas anteriores. Ele destacou ainda a relevância da campanha Dezembro Vermelho, que promove prevenção, testagem, uso de profilaxias e acolhimento humanizado — especialmente para pessoas recém-diagnosticadas, às quais reforça que o HIV “não é o fim da linha”.
O HIV é um vírus que ataca o sistema imunológico, e, sem tratamento antirretroviral contínuo, pode evoluir para a aids, condição em que o corpo perde a capacidade de combater infecções e doenças oportunistas.
Fonte: radardoceara
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