Arquivo dos EUA sobre o caso Epstein menciona Fortaleza entre cidades associadas ao turismo sexual


Na sexta-feira (19/12), a Justiça dos Estados Unidos tornou públicos alguns dos arquivos ligados ao caso envolvendo o abusador sexual Jeffrey Epstein. Entre os documentos divulgados, há um relatório técnico que trata do tráfico de pessoas e menciona Fortaleza (CE) e Rio de Janeiro (RJ) como cidades reconhecidas internacionalmente em contextos associados ao turismo sexual.


Esse material, acessível na biblioteca oficial do processo de Epstein, enumera diversos destinos globais onde a exploração sexual é comumente registrada. Além das cidades brasileiras, estão listadas Amsterdã, na Holanda; Tijuana, no México; Angeles City, nas Filipinas; e Bangkok e Phuket, na Tailândia. O Brasil aparece em um trecho específico sobre turismo sexual, ao lado de Costa Rica, Cuba, Quênia, República Dominicana, Sri Lanka e Tailândia.


O texto ressalta que locais com forte apelo turístico, que recebem grande número de visitantes estrangeiros e apresentam desigualdades sociais acentuadas, tornam-se mais propensos à ocorrência de exploração sexual comercial. No entanto, o documento deixa claro que não há nenhuma investigação específica sobre o Brasil vinculada ao caso Epstein, nem evidências de que as cidades citadas tenham relação direta com os crimes cometidos por ele.


Trata-se, na verdade, de um estudo de caráter teórico e informativo, elaborado para embasar análises sobre o tráfico de pessoas em escala global. Nele, o turismo sexual é descrito como viagens deliberadamente planejadas com o propósito de obter exploração sexual comercial, configurando-se como uma grave violação dos direitos humanos.

Jeffrey Epstein, magnata norte-americano, foi condenado em 2008 após se declarar culpado por aliciar menores para fins sexuais. Em 2019, foi novamente preso, dessa vez sob acusações de tráfico sexual e conspiração para explorar adolescentes. Pouco tempo depois, ele morreu por suicídio enquanto aguardava julgamento. Ghislaine Maxwell, sua então parceira, recebeu sentença de 20 anos de prisão por seu papel no recrutamento e abuso de jovens.

Fonte: radardoceara

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